Dicas - Caronas no Brasil

Recebi de um leitor uma dica muito interessante. Dêem uma olhada:

"Quem trafega pelos grandes centros urbanos sabe que poucos carros andam com a sua capacidade máxima e a grande maioria leva apenas um ou dois passageiros. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a taxa de ocupação de automóveis particulares é de 1,49 pessoa por veículo. São 64% dos carros trafegando apenas com o motorista e 27% com o condutor e um passageiro.

O resultado disso pode ser visto em mais carros vazios na rua, pessoas solitárias dentro de seus veículos e quilômetros de engarrafamentos que podiam ser reduzidos drasticamente se mais pessoas compartilhassem os carros, oferecendo e recebendo caronas.

Para facilitar esse processo nasceu a TipCar, uma rede social da carona solidária que mapeia as rotas de caroneiros de todo o país e ajuda a localizar quem pode compartilhar o carro com você.

As vantagens são muitas, avisam os responsáveis pela rede. O motorista ganha com a redução das despesas com locomoção ao dividir custos com outras pessoas e o descanso do volante proporcionado pelo rodízio.

Já para o passageiro, vale usufruir de uma viagem rápida e confortável. Ambos poupam tempo, dinheiro, reduzem os engarrafamentos e as emissões de poluentes, além de poderem conhecer outras pessoas e fazerem novas amizades.

"Acreditamos que estes assentos vazios podem ser utilizados para beneficiar o motorista, passageiros, sociedade e ao meio ambiente, em uma relação ganha-ganha perfeita." - TipCar

Funciona da seguinte forma: O interessado se cadastra no site usando uma conta que já possui, como a do Google, Twitter ou Yahoo. Depois, ele insere seu roteiro diário, informando os locais de origem e destino, horários e dias da semana que ele faz aquela viagem, quantos assentos disponíveis o carro possui e se ele será motorista ou passageiro.

Esses dados são analisados por técnicas de geoprocessamento visando encontrar pessoas com interesse comum em relação à mobilidade, rastreando rotas similares e fazendo sugestões de possíveis caronas. O sistema também contabiliza automaticamente a distância a ser percorrida, a quantidade de CO2 que poderá ser poupada e o valor que os caroneiros deverão contribuir com o motorista.

Lembrando que o serviço é gratuito e esse valor é apenas uma forma de compensação pelos custos da viagem, como gasolina, pedágio, estacionamento e impostos, e deverá ser acordado diretamente entre o motorista e o caroneiro.

Para garantir a segurança de todos os envolvidos, a pessoa terá acesso ao perfil do candidato a caroneiro, com informações sobre sua rota e o auxílio de recursos sociais, como amigos em comum, comunidades e fotos. Após a aprovação de ambos, são disponibilizados dados pessoais, como e-mail e telefone de contato, para que vocês possam entrar em contato e acertarem a carona. Assim, você poderá avaliar e decidir se quer compartilhar o carro com aquela pessoa ou não.

Os caroneiros ainda podem se inscrever em comunidades ou grupos de carona, facilitando o encontro de alguém com a mesma rota e tornando o processo mais seguro. E se ainda não existir uma comunidade com a rota que você procura, você pode criar uma nova e convidar seus amigos, colegas de trabalho ou de faculdade para participarem.

Para participar, basta entrar no site e se cadastrar (tipcar.com.br).


Boa carona!


Para mandar sua dica escreva para: jonaspannain@hotmail.com

DESTINO: BOLIVIA (visitando os Incas – parte 2)



A chegada de ônibus à La Paz é feita por um distrito/bairro chamado “Los Altos”, o mesmo onde está localizado o aeroporto de La Paz.

O visual da chegada é interessante porque é possível perceber o formato de “caldeirão” da cidade, e dimensionar o seu tamanho.
La Paz ferve: uma quantidade enorme de carros, motos, pessoas, bicicletas, todos emaranhados nas ruas e avenidas. No meio desse emaranhado, milhares de turistas, de sua maioria europeus (mas também tem muito japonês, norte-americanos, argentinos...),andam como baratas-tontas no meio de um cenário impressionante de cores e sons, La Paz é o maior centro de Mochileiros que já conheci. Devido à essa característica, não é difícil encontrar um bom hostel por um excelente preço. Mas antes, não se esqueça de comprar as “SOROJCHI PILLS”, o remédio que combate o mal de altura, uma dor de cabeça terrível que o mochileiro já deve ter sentido durante o trajeto entre Cochabamba e La Paz. Se não encontrar, procure beber o “Trimate” vendido em toda lanchonete de La Paz.

Logo na rodoviária existe um centro de informações turísticas muito eficiente, com funcionários prestativos que fornecem mapas da cidade e auxiliam na escolha de um lugar para ficar ou passeios interessantes na região – todos com preços bem camaradas.

Nossa sugestão é que se procure por hospedagem próxima à praça de São Francisco, um local bem badalado, com opções de passeios para solteiros e casados, com muitos mochileiros, baladas, restaurantes, hotéis, pousadas, lan houses, agências de turismo, lojas de souvenires, e a famosa Feira das Bruxas à poucos quarteirões. O hostel Solário fica bem próximo à praça, com quarto individual (para casal) ou compartilhado, fornece acesso grátis à internet, custa bem barato (a diária fica em torno de 4 a 5 dólares por pessoa) foi a minha opção. Não me arrependi. Além da segurança, são todos muito profissionais e simpáticos e fica próximo à quase tudo que se precisa (inclusive lavanderias).

Para quem não conhece, a feira das Bruxas é a principal feira de rua da cidade. Tem de tudo (inclusive bruxas), além de mochilas, mantas andinas, roupas muito baratas (principalmente de frio), gorros, luvas, calças jeans, além de uma infinidade de comida diferente (sinceramente não sei o que era). No caminho suas ruas são repletas de agências de turismo de aventura, onde uma boa parada pode render muitas idéias de lugares para conhecer. La Paz exige do Mochileiro uma disposição em descobrir novidades, e não tenha dúvida que existem muitas.


Os principais pontos turísticos “próximos” à La Paz estão em torno do Lago Titicaca. Berço da civilização Inca, é repleto de ruínas em suas margens e ilhas, e para quem tem Cuzco como destino, deve-se optar por dois caminhos: ao Sul, passando por Tiahuanacu, local onde estão localizados o sítio arqueológico Kalasasaya, ainda em escavação, onde foram encontrados o portal do Sol, da Lua e uma pirâmide ainda em escavação e o museu lítico e cerâmico da cultura pré-Inca.

O bilhete para visitação custa algo entre dez e quinze dólares e é utilizado para entrar em todas as locações. Após a visita segue-se para Desaguadero, cidade na fronteira com o Peru e que por ser menos turística, se torna menos comum que um guarda peça uma “gorjeta” para facilitar sua entrada ou saída em ambos os países. De desaguadero , deve-se procurar por uma lotação que siga para Puno, última parada antes de embarcar para Cuzco.
Se a opção for pelo norte do Lago, então deve-se seguir destino à Copacabana (sim, como a famosa praia do Rio de Janeiro), onde também existe uma grande facilidade em encontrar hospedagem por um bom preço.

De Copacabana que saem vários barcos com destino às ilhas da região, onde pode-se visitar ruínas incrivelmente construídas no alto das ilhas: destacamos as Ruínas do Palácio Inca, Templo do Sol (na ilha do Sol), Palácio das virgens, Templo da Lua (na iha da lua), além de inúmeras outras nestas mesmas ilhas e outras da região. Sendo esta a opção, deve-se então cruzar a fronteira do Peru pela cidade de Kassani, logo após Copacabana, para então seguir a Puno.
Existe também a possibilidade de se visitar Tiwanaku em um dia, voltar a La Paz e então seguir para Copacabana. Também ouvi falar da possibilidade de se pegar uma barco que sai de Copacabana e vai até próximo a Tiwanaku, aproveitando assim a facilidade da fronteira em Desaguadero.
De qualquer forma, evite deixar dinheiro na bagagem, nem guarde tudo em um só bolso, caso o guarda peça alguma coisa, procure se fazer de desentendido, pedindo que ele explique melhor: isso inibe que seja feito um pedido de dinheiro. No mais, boa sorte, e não se esqueça de pedir o documento de entrada no País. (os guardas da fronteira tendem a “esquecer” para depois criar caso na saída e pedir propina).
Boa viajem!